quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Candeias Bahia, Foi Onde Tudo Começou...


Foi aqui que tudo começou, em Candeias Bahia, terra conhecida como terra do Petróleo, pois, foi aqui onde jorrou o ouro negro pra valer, e venho dá início a uma nova era no município, que antes era subúrbio de Salvador e em 1958 passou a ser região metropolitana, cidade independente, pelo nível de crescimento que estava acontecendo por causa do Petróleo, o qual fez Candeias um lugar se grande importância econômica.
Num dos desfiles de escola de samba do Rio, na escola de samba Mangueira o cantor padeirinho cantou uma de suas músicas em homenagem a Candeias que diz assim:
Candeias, a cidade petroleira
Trabalha para o progresso fabril
Orgulho da indústria Brasileira
Na história do petróleo do Brasiil".

A Descoberta do Petróleo

A Descoberta do petróleo no Brasil iniciou-se no ano de 1939, em Salvador, estado da Bahia, num subúrbio chamado Lobato, onde os moradores usavam uma lama preta como combustível para ascender as suas lamparinas, e com algum tempo depois, chegando ao conhecimento de algumas autoridades sobre o tal combustível, desceram imediatamente para conferir de perto e colhendo uma pequena quantidade da lama para análise, chegaram à conclusão de que a tal lama preta usada pelos moradores do Lobato era o ouro negro, o petróleo, e com essa confirmação houve um grande alvoroço da parte das autoridades brasileiras, e muita ânsia da parte deles, tomaram as devidas providências, a perfuração do poço para a extração do petróleo em terras Brasileiras, mas o que parecia realidade não passou de uma miragem, ou seja, foi pura ilusão porque quando a sonda começou a extrair a matéria-prima, aproveitando ainda alguns barris, o poço secou-se e o que parecia ser uma luz para o Brasil, apagou-se em questão tempos, perfuraram ainda poços em outros lugares, mas nenhum deles teve êxito.
Dois anos depois, , no dia 29 de junho de 1941, a cena repetiu-se mais uma vez, só que dessa vez não foi mais no Lobato, mas em outro distrito bem afastado da capital, há 40 km, um distrito chamado Candeias, na fazenda do coronel José Barbosa Ferreira, fazenda São Paulinho, então, a mesma sonda que perfurou o poço do Lobato, descia para Candeias e quando começaram a perfurar o lugar Jorrou o ouro negro em terras Brasileiras mais uma vez, só que dessa vez não é miragem, e sim, a pura realidade, nascendo assim o poço C-1, na cidade de Candeias, primeiro produtor comercial de petróleo do Brasil, sendo iniciadas as obras de perfuração do poço no dia 2 de Abril do mesmo ano, mas a perfuração só ocorreu 3 meses depois, em 30 de junho, com a profundidade inicial de 1.174,44 metros, e chegando ao fim de sua perfuração em 31 de Dezembro do mesmo ano.
No ano seguinte, o poço produzia 75 barris de óleo por dia, produzindo também o gás até Março de 1966, quando foi fechado, assim a Petrobrás erigiu ao lado dele, um monumento em comemoração ao seu jubileu de prata e em homenagem aos primeiros petroleiros. No monumento estava insculpida a seguinte frase: “Este marco foi erigido em comemoração ao jubileu de prata do poço C-1 Ba., Primeiro produtor comercial de petróleo em território brasileiro. Candeias, 10-12-65”.
Depois do poço C-1, novos poços de petróleo e água foram descobertos no campo de Candeias, e a cidade crescia com o petróleo, assim, houve a necessidade de se construir uma refinaria de petróleo, de preferência, próximo a Candeias, de onde flui a matéria-prima, para facilitar melhor a passagem do petróleo pelos dutos, o mínimo de kilômetros possível, assim, nos anos de 1950 começaram a erguer o começo de uma boa obra, a 6 km de Candeias, com mão de obra de pescadores, marisqueiros, trabalhadores rurais e povos de regiões e estados vizinhos, nasce a Refinaria Landulpho Alves, em área de São Francisco do Conde, cidade vizinha de Candeias, uma das mais belas obras de arte aqui da Bahia, à beira mar, em lugar da fazenda e do rio Mataripe, onde hoje muitos Brasileiros sentem o orgulho de ter construído a primeira refinaria do Brasil. As obras de terra planagem e de engenharia foram iniciadas em 1947. Cerca de 1.700 pessoas trabalharam duro, dia e noite, para a edificação da refinaria. A formação tecnológica dos responsáveis pelo empreendimento veio dos Estados Unidos. Assim, nos primeiros anos de existência da refinaria, a mesma era chamada de Refinaria Nacional do Petróleo, e somente em 1957 passou a se chamar RLAM, em homenagem ao Sr. Landulpho Alves; Foi conhecida a firme postura com que Landulpho Alves defendeu no Congresso Nacional a solução estatal para o petróleo brasileiro. Da tribuna do Senado, para o qual foi eleito, após o termino de sua gestão como interventor no governo a Bahia, esse eminente Baiano resume num discurso a posição que se tornou vitoriosa e que se concretizou com a fundação da Petrobrás. Esta foi à razão para, uma vez anexada a Refinaria ao patrimônio da Petrobrás, mudar-se o seu nome de Refinaria Nacional de Petróleo S/A, para Refinaria Landulpho Alves - Mataripe (RLAM).
Os trabalhadores eram oriundos também dos canaviais, dos engenhos e das atividades agrícolas e pesqueiras da região. Em 23 de Junho de 1952, o presidente Getúlio Vargas visitou o campo de Candeias e veio conferir de perto a mudança que aconteceria no Brasil inteiro com a descoberta do petróleo e veio com o objetivo da criação da Petrobrás, e todas as estratégias do presidente foram divulgadas por ele mesmo em uma de suas reuniões, e no ano seguinte à sua visita a Candeias, através da lei 2004, de 03 de Outubro de 1953, Getúlio Vargas criou a Petrobrás, assim os primeiros petroleiros existentes na cidade de Candeias não escondem o orgulho que sentem em ter ajudado a construir a maior empresa brasileira, que vem facilitando a vida de muita gente através de suas obras terceirizadas, de seus concursos e programas educativos.
Do núcleo das operações de refino, a RLAM evoluiu e ocupa hoje uma área de 6.400.000Metros quadrados, uma verdadeira cidade industrial. Quando a Refinaria entrou em operação em Setembro de 1950, além da parte industrial, com suas torres, linhas, bombas e retortas já estavam prontas, na própria área da Refinaria, uma vila para abrigar os primeiros trabalhadores, sem contar que tinha sido construído num dos barracos: açougue, farmácia e um barbeiro. Em poucos anos, Mataripe transformou-se de uma fazenda abandonada, símbolo da decadência da oligárquica e escravista cultura canavieira, em um local em um local onde a indústria brasileira receberia o seu mais significativo impulso de modernidade tecnológica e onde o povo escravizado no Brasil como os afros ganharia através de seus esforços condições dignas de trabalho.